Mercado imobiliário esta semana: preços, Euribor e OE2027

A semana de 13 a 17 de outubro de 2026 trouxe novos números sobre o mercado imobiliário em Portugal. Os preços continuam a subir, mas a um ritmo mais lento. Há menos casas à venda, vender demora mais tempo e a Euribor voltou a subir. Ao mesmo tempo, a proposta de Orçamento do Estado para 2027 mantém os apoios aos jovens que compram a primeira casa. Reunimos aqui o essencial para quem quer comprar, vender ou arrendar.
Preços das casas sobem, mas mais devagar
Segundo a Confidencial Imobiliário, os preços de venda subiram 2,3% no terceiro trimestre face ao trimestre anterior. Em termos anuais, a subida ficou nos 14,5%, bem abaixo dos 21,7% registados no mesmo período de 2025. O mercado continua a valorizar, mas o abrandamento é claro.
Nos anúncios, o Observatório do Doutor Finanças aponta para uma subida de 3,4% no trimestre, para 3.666 euros por metro quadrado. Lisboa e Bragança foram os únicos distritos onde os preços pedidos recuaram. Já o idealista registou em setembro um preço médio de 3.228 euros por metro quadrado, mais 7,9% do que há um ano. Lisboa continua a ser a cidade mais cara, com 6.256 euros por metro quadrado, e Castelo Branco a mais acessível, com 1.090 euros.
Estes números medem coisas diferentes (preços pedidos ou preços de venda, variação trimestral ou anual), por isso não se comparam diretamente. Mas todos contam a mesma história: os preços sobem menos do que há um ano.
Vender um apartamento demora mais tempo
Um apartamento demora agora, em média, 132 dias a vender, mais 25% do que antes. Para quem vende, isto significa que o preço certo e um bom anúncio contam mais do que nunca. Uma casa com preço acima do mercado fica parada e acaba por perder valor aos olhos dos compradores.
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Há cada vez menos casas à venda
O número de casas à venda caiu 4% entre julho e setembro, o sétimo trimestre seguido de quebra. No Funchal a descida chegou aos 33% e no Porto aos 21%. Com pouca oferta, os bons imóveis continuam a vender-se depressa, mesmo com o mercado mais lento.
Os profissionais do setor preveem que se façam entre 5% e 7% menos vendas em 2026 do que em 2025. A procura mantém-se forte; o problema está no desfasamento entre os preços e o que as famílias conseguem pagar.
Euribor volta a subir
As taxas Euribor subiram em todos os prazos durante a semana. No dia 15 de outubro, a Euribor a 3 meses estava em 2,636%, a 6 meses em 2,954% e a 12 meses em 3,217%. A Euribor a 6 meses é a mais usada nos créditos à habitação em Portugal.
O Banco Central Europeu volta a reunir-se a 28 e 29 de outubro. Para quem tem crédito com taxa variável, vale a pena acompanhar a decisão. Para quem vai comprar, comparar propostas de vários bancos e ponderar a taxa mista pode fazer diferença na prestação; a nossa equipa ajuda no crédito à habitação. Saiba mais nas nossas previsões para 2027 sobre preços e Euribor.
OE2027 mantém os apoios aos jovens
A proposta de Orçamento do Estado para 2027, entregue no Parlamento a 8 de outubro, mantém a isenção de IMT e de Imposto do Selo para jovens até 35 anos na compra da primeira habitação própria e permanente. O limite da isenção total sobe para 338.141 euros.
Há, no entanto, uma questão em aberto: a garantia pública para jovens só cobre contratos de crédito assinados até 31 de dezembro de 2026. O Governo diz querer mantê-la, mas ainda não tomou uma decisão formal, e o prolongamento precisa de um diploma próprio. Se está a contar com a garantia, convém não deixar a escritura para o último momento. Explicamos tudo no artigo sobre garantia pública e IMT Jovem e na tabela de IMT 2026.
A proposta prevê ainda o reforço do programa Porta 65 para o arrendamento jovem, mas sem valores definidos. Tudo isto depende da aprovação do Orçamento no Parlamento.
Outras notícias da semana
- A revisão do regime de licenciamento de obras (RJUE) está em vigor desde 1 de outubro.
- A Câmara de Lisboa vai levar dez imóveis municipais a hasta pública a 10 de dezembro, com um valor mínimo de 60 milhões de euros.
- A Câmara do Porto identificou cerca de 6.400 prédios com sinais de estarem devolutos.
O que isto significa para si
Se vai comprar: os preços sobem menos e há mais tempo para negociar, sobretudo em imóveis que estão há muito no mercado. Se tem até 35 anos, confirme se cumpre as condições da garantia pública antes do fim do ano.
Se vai vender: há pouca oferta e a procura é forte, mas os compradores estão mais atentos ao preço. Um valor bem definido desde o início encurta o tempo de venda.
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Fontes: Confidencial Imobiliário, Observatório do Doutor Finanças, idealista, Euribor (fixing de 15/10/2026) e proposta de Orçamento do Estado para 2027. Fotografia: Fabio Sasso / Unsplash.
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